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Começa negociação com famílias para a desapropriação de área de futuro aeroporto

Quinta, 11 Outubro 2018 15:06

O secretário-chefe da Casa Civil, Dilceu Sperafico, anunciou na tarde desta quinta-feira, na Acic, o início das negociações para o pagamento de indenizações das áreas que serão desapropriadas para a construção do futuro Aeroporto Regional do Oeste do Paraná. Ao lado de líderes políticos e empresariais, Dilceu informou que a orientação da governadora Cida Borghetti é de que o processo ocorra com rapidez para que as obras do aeroporto, aguardado há quase 30 anos, possam ser iniciadas o mais brevemente possível.

Dilceu apresentou a equipe de técnicos que começa a dialogar com as famílias donas das áreas que somam 60 alqueires que inicialmente foram reservados para receber o empreendimento. Um levantamento inicial indica que seriam 24 proprietários, mas em função de ajustes e aquisições que ocorreram ao longo dos anos eles podem ser menos. O secretário informou que a intenção é fazer com que o processo ocorra de forma rápida e respeitosa. “Mas não haverá problema se algumas das famílias questionarem valores na Justiça, porque esse é um direito que as assiste”, garantiu.

Na coletiva, Dilceu Sperafico lembrou dos passos dados pelo governo de Cida Borghetti para que um dos mais antigos sonhos da região saia do papel. O primeiro foi a assinatura do decreto de desapropriação, então veio a liberação de recursos de R$ 10 milhões às indenizações e acordo com a Itaipu para a realização dos projetos e liberação para o pagamento às famílias. O secretário citou também um fundo federal, criado há dez anos, que também pode ser acionado para obras como essa. Ele teria em caixa perto de R$ 8 bilhões, de onde Cascavel já recebe repasses para melhorias no seu atual aeroporto.

 

Para toda a região

O local escolhido para abrigar o Aeroporto Regional do Oeste fica entre os municípios de Cascavel, Toledo e Tupãssi, cujos prefeitos por meio de decretos declararam a área como de utilidade pública. Essa é uma obra que não atende apenas a uma cidade, mas sim a comunidade de uma região inteira, ressaltou Dilceu, dizendo que o apoio dos parlamentares do Oeste seguirá importante para acelerar os processos. Ele não quis falar em prazos para que todas as etapas burocráticas, técnicas e físicas sejam cumpridas, repetiu somente que há pressa para que os trabalhos aconteçam. Lembrou ainda que, além de passageiros, há interesse que a estrutura sirva para o transporte de cargas.

Perguntando se há risco de o próximo governo estadual, que assume em janeiro de 2019, paralisar o andamento dos trabalhos, o secretário-chefe da Casa Civil informou que esse é um empreendimento de todo o Estado, não de um governo. Por isso, ele não vê perigo de os trâmites serem suspensos. A necessidade de a região contar com um aeroporto construído em local apropriado e dotado de todos os equipamentos para receber grandes aeronaves e, que opere com segurança, envolve, além de líderes e parlamentares, várias entidades de classe, como Caciopar, Amop e Programa Oeste em Desenvolvimento.

 

Legenda: Coletiva de Dilceu com a imprensa na tarde desta quinta-feira, na associação comercial

 

Crédito: Assessoria