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Sexta, 06 Outubro 2017 11:57

Observatório alerta para risco de inviabilização do IPMC

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A prestação de contas do OSC aconteceu na noite de quarta-feira, na Sala Paraná, na Acic A prestação de contas do OSC aconteceu na noite de quarta-feira, na Sala Paraná, na Acic Assessoria

O Observatório Social de Cascavel fez na noite de quarta-feira, na Sala Iguaçu, na Acic, prestação de contas sobre as atividades que realizou no segundo quadrimestre deste ano. Além de informações sobre acompanhamentos em áreas públicas como saúde e educação, o Observatório chamou a atenção para um assunto que considera preocupante, o risco de o IPMC (Instituto de Previdência do Município de Cascavel) estar totalmente inviabilizado até o ano de 2040.

O presidente do Observatório, José Alexandre Polasek, informou que a intenção é apenas apresentar informações que possam servir de alerta para a tomada de decisões que levem aos ajustes necessários. "Nosso intuito é unicamente de colaborar. Não queremos criticar ninguém, simplesmente mostrar que há problemas que precisam ser corrigidos para evitar a piora de cenários no futuro”. O problema nas contas do IPMC não são recentes. Eles acompanham várias gestões. No ano de 2009, o déficit acumulado era de R$ 461 milhões e agora em 2017 está em R$ 1,149 bilhão.

Polasek informa que o desequilíbrio é antigo e o saldo negativo só faz crescer. “Por isso, é importante que os setores públicos do município se atentem e então, com a ajuda técnica necessária, promova as adequações para que em vez de déficit, a dívida possa ser gradualmente sanada e obter-se resultados positivos com os anos, garantindo tranquilidade aos servidores que dependem do IPMC para cobrir suas aposentadorias”. O total de pessoas seguradas também só aumenta de 2009 para cá. Eram 5.629 em dezembro daquele ano, saltou para 6.374 em dezembro de 2012 e hoje está em 6.797. Pessoas com vínculos (duas atividades, a exemplo dos professores) são ainda mais, chegando a 7.653 em 2017.

Outras informações

O Observatório apresentou também informações de pastas como saúde e educação. Por lei, o município deve investir 15% da receita em saúde, mas no quadrimestre o índice chegou a 27,41%. Na educação, no entanto, a lei manda destinar 25% e o total aplicado na área foi de 17%. Outra questão preocupante na saúde, conforme Polasek, é quanto aos exames que muitas pessoas fazem e não vão retirar. De imagens no segundo quadrimestre de 2016 foram 4.621 agendamentos (ultrassonografias, ecocardiografias, entre outros) e desses, 823 pessoas faltaram, ou 17,80%. “Queremos saber por que não compareceram e o que pode ser feito para evitar situações assim, já que o dinheiro público pagou essa conta”, diz o presidente do Observatório Social de Cascavel.

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