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Palavra do Presidente

Postado em Institucional

Edson José de Vasconcelos

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Era de rupturas

Jamais na história, as pessoas e as empresas foram submetidas a um turbilhão tão grande de novidades, de incertezas e também de oportunidades. A era é rupturas. Do fechamento de um dos mais bem-sucedidos e intensos ciclos de desenvolvimento social, econômico e tecnológico da civilização, para a abertura de outro que ainda não se sabe bem onde vai dar. Mas uma coisa, diante do que já é possível vislumbrar, é certa: as próximas décadas serão instigantes e fascinantes.

É em meio a um dinâmico cenário de mudanças que a Acic se equilibra há quase seis décadas. A entidade é um dos berços do associativismo empresarial paranaense e, embora atenta às novidades, jamais desviou seu olhar de uma premissa fundamental, de bem representar e defender os interesses de quem empreende, gera oportunidades, distribui renda e promove desenvolvimento. É por ter atravessado períodos de estabilidade e turbulência que a Associação Comercial e Industrial de Cascavel é o que é hoje, uma entidade comprometida com o setor produtivo e com as causas da cidade e da região.

Mesmo às portas de um mundo muito diferente, sob crescente influência das inteligências artificiais, não há como ignorar demandas do presente e de futuro de curto e médio prazos. Simultaneamente ao inadiável debate de empresas e de empresários de repensar seus modelos de negócio, Cascavel e região devem encontrar caminhos para solucionar outras questões emergenciais. Duas das mais importantes são o Aeroporto Regional do Oeste e um novo traçado que permita contemplar um apelo centenário, de redução do frete no transporte das riquezas da região por malha ferroviária.

Avanços e investimentos no atual aeroporto são necessários, porque há uma demanda que já existe e que precisa ser atendida. E ela crescerá nos próximos anos. Todavia, essa estrutura tem prazo de validade. De forma planejada, ordenada e estratégica, empresários, técnicos e autoridades precisam partir para a ação e aproveitar essa janela de tempo para construir o futuro aeroporto, indispensável para que os potenciais da região, que são inúmeros, possam ser amplamente revelados e transformados em indicadores de riquezas, com mais empregos, renda e qualidade de vida. O novo aeroporto precisa estar pronto em 2030.

Ainda mais antigo e tão imprescindível é o debate em torno da Ferroeste. Devido a inúmeros entraves técnicos e burocráticos, 90% de tudo o que o Oeste produz e tem o exterior como mercado segue ao Porto de Paranaguá por modal rodoviário. Essa inversão custa, e o prejuízo não para de crescer, mais de R$ 300 milhões à economia da região por ano. O diálogo e o bom-senso devem prevalecer para que uma ferrovia eficiente atenda aos anseios e à produção de uma das regiões que mais trabalham e geram resultados no Paraná e no Brasil.

A modernização do País, e a Acic defende isso há anos, passa por reformas amplas, sérias e consistentes. É urgente vencer a burocracia, garantir mais segurança jurídica às empresas e estimular parcerias e o próprio colaborador a imergir na busca pela eficiência produtiva. Para não perder o bonde da história, o Brasil precisa se reinventar e superar, de uma vez por todas, amarras que há séculos fazem dele refém do patrimonialismo. É papel de entidades como a Acic, de líderes, empresários e cidadãos, bem como dos homens públicos, entender e ser a mudança que o País há tanto almeja e merece alcançar.

Edson José de Vasconcelos

Presidente da Acic

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