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NÚCLEO SETORIAL DE VÍDEO LOCADORAS Forças policiais e poder público vão se unir para conter pirataria

Forças policiais e poder público vão se unir para conter pirataria

Sex, 29 de Abril de 2011 14:12
piratas_siteEmpresários do ramo de videolocadoras, representantes das polícias e do poder público participaram de uma reunião na manhã de terça-feira, na Acic, para pensar futuras ações contra a pirataria. A proposta de reorganização das forças de repressão faz parte da ação preferencial do planejamento estratégico elaborada na semana passada pelo Núcleo Setorial de Videolocadoras da Acic.
O consenso é que novas ações de repressão precisam ser desencadeadas porque aumentou muito o número de pessoas e de produtos contrabandeados comercializados em vários pontos do perímetro urbano. O princípio é simples, informa o coordenador do Núcleo de Videolocadoras, Marcelo Guedes: "O contrabando não vem sozinho. Ele estimula a pornografia infantil e ajuda a financiar o narcotráfico e o comércio de armas".
O delegado do 1º Distrito Policial, Tiago Donegá de Almeida, informa que pirataria e criminalidade estão associadas a outras formas ainda mais perversas e perigosas, por isso todas as ações de combate a essa forma de crime precisam ser incentivadas. Eduard Ferraz, delegado da Polícia Civil, diz que, apesar do efetivo ser baixo, as situações de maior emergência são atendidas. "Colocamo-nos à disposição para ações repressivas conjuntas". Já Renato Marquetti, do comando da Polícia Militar, considera que, mesmo com os atuais índices de criminalidade, é possível uma parceria para reprimir o contrabando.
Outro consenso é que pirataria é crime e não trabalho como muitos alegam. Se é crime, precisa ser tratado como tal, para fazer cumprir a lei e para evitar a concorrência desleal que esse tipo de "negócio" promove, observa o secretário municipal de Finanças, Luiz Frare. O investigador da Polícia Federal, Márcio Pacheco, entende que o trabalho integrado da sociedade organizada e forças policiais é importante, mas também faz um alerta que a pirataria pode ser desestimulada por consumidores conscientes, evitando a compra de itens ilegais.
O próximo passo é envolver o Ministério Público nas futuras ações, a fim de que a operação seja completa e possa surtir os resultados que todos esperam. O diretor de Núcleos Setoriais da Acic, Estanislau Chrusciak Filho, lembrou que Cascavel já foi uma referência nacional no combate à pirataria e que, caso todos cooperem, tem tudo para recuperar esse título.

Legenda: Membros de setores organizados, poder público e forças policiais reunidos na manhã desta terça-feira, na Acic - Crédito: Assessoria
 
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