Há três anos, o Paraguai colocou em funcionamento um sistema que agiliza e reduz custos na abertura de empresas estrangeiras no PaÃs. A diretora do Suae, Sistema Unificado de Abertura de Empresas, FabÃola Burgos, e o vice-ministro de Indústria e Comércio, Salvador Invernizzze, estiveram na Acic na noite de quinta-feira, para informar aos empresários brasileiros sobre facilidades e vantagens desse mecanismo.
O Suae é o resultado de um acordo entre ministérios e órgãos ligados à administração direta do Paraguai. O sistema reúne em um mesmo lugar escritórios de todas as instituições que empresários de outros paÃses precisam consultar para regularizar a abertura de uma empresa naquele paÃs. O resultado do projeto pode ser medido em um número, de acordo com FabÃola: o prazo para a abertura de empresas, que podia chegar a quatro meses, foi reduzido para 25 a 30 dias.
A desburocratização é apenas uma das vantagens do Suae, segundo a diretora. Há também a eliminação de intermediários e maior transparência em todo o processo. Além de integrar ministérios, instituto de previdência e corte judicial em um mesmo ambiente, os empresários estrangeiros interessados em investir no Paraguai ainda contam com um banco de dados que reúne todas as informações necessárias sobre procedimentos e documentos exigidos durante todo o processo de abertura da nova empresa.
O sistema, que em três anos possibilitou a abertura de 800 novas empresas no Paraguai, organiza, sistematiza e simplifica trâmites, segundo FabÃola Burgos. O vice-ministro Salvador Invernizze lembra que essa ferramenta contribui para aproximar Brasil e Paraguai, para fortalecer relações entre dois paÃses vizinhos e para dar mais fôlego à s relações comerciais do Mercosul. "Precisamos trabalhar juntos para crescer e oferecer uma vida ainda melhor aos nossos cidadãos", ressaltou. "Um precisa do outro para ter mais prosperidade", disse Invernizze.
Exportação
Os empresários estrangeiros contam com outras vantagens no Paraguai, como carga tributária das mais baixas e isenções quase totais para a construção de barracões e compra de maquinário e matérias-primas. O Suae e a polÃtica de atração de empresas de outros paÃses têm um único propósito, de acordo com o ministro: "Produzir para gerar riquezas e oportunidades de emprego e renda no Paraguai, no entanto as mercadorias não são para abastecer o mercado interno e sim para a exportação".
Invernizze afirmou que a intenção do governo paraguaio não é arrecadar tributos e sim agregar valor à s suas matérias-primas tão abundantes. O intercâmbio de lÃderes e empresários do Paraguai com o Brasil, por meio da reunião empresarial da Acic, foi organizada pelo empresário e assessor de negócios Humberto Arges, brasileiro que há 28 anos atua no paÃs vizinho.


Sistema facilita a abertura de empresas estrangeiras no PY








