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Duplicação da BR-277 Notícias Marginais da 277 vão ficar prontas em 3 meses

Marginais da 277 vão ficar prontas em 3 meses

Sex, 15 de Abril de 2011 12:03
adrianodnit_siteAs obras dos dez quilômetros de marginais na BR 277, no perímetro urbano de Cascavel, vão ser entregues em três meses. A informação é do engenheiro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre), Adriano Odilon, e foi feita na noite de quinta-feira durante encontro empresarial da Acic. A reunião contou com a participação de órgãos e empresas direta e indiretamente envolvidas no projeto e buscou esclarecer pontos considerados fundamentais em todo o processo.
Odilon apresentou as justificativas que levaram à redução da largura da pista, nos dois sentidos, de 9 para 7,20 metros. O projeto original, de 2006, precisou de revisão, considerando vários aspectos como a área de 15,50 metros de largura necessária para a futura duplicação, a necessidade de espaço para empresários construir calçadas na frente de suas empresas, e também para que a Copel e a Sanepar possam passar com suas redes distribuidoras.
Outro problema está na faixa de domínio, situação que se arrasta há cerca de 40 anos. Na época da pavimentação da 277 foram feitas desapropriações e algumas acabaram não pagas pela União. Com isso, os recuos solicitados não foram feitos, o que deixou pouco espaço para contemplar a duplicação e as marginais. "Em alguns lugares, nem 7,20 metros, que é o recomendo pela mais recente código que disciplina esse tipo de via no Brasil, teria como executar. Precisamos fazer vários ajustes para atender essa metragem mínima", segundo Adriano.

7,20 metros
Diante de todas as consultas técnicas feitas, a decisão ficou em contemplar todo o trecho com pista de 7,20 metros em cada lada, com mão-dupla. Em apenas um trecho, na lado direito da via, entre as ruas Rubens Lopes e Munique, o sentido será único, em função de condições especiais de tráfego nessa região da 277. O projeto original precisou passar por vários ajustes, porque muitas coisas mudaram em quase cinco anos, segundo Adriano.
A tubulação foi aumentada de 40 para 80 centímetros de diâmetro para evitar potenciais inundações e a topografia alterada, porque senão haveria situações, na frente de empresas, com escavações de até dois metros de profundidade. A alteração também permite contemplar melhor a interligação com outras vias de tráfego na região, o que não seria possível caso a íntegra do projeto original tivesse sido observada. O novo projeto executivo também contempla um maior número de bueiros.
São necessárias ainda medidas para a proteção da bacia do rio Cascavel, com a instalação de placas de informação e bacias de contenção. As mudanças todas aumentaram em 40% o custo final da obra. Porém, a redução da largura das pistas de 9 metros para 7,20, trouxe diminuição de 15%. Com isso, a alteração de valores, de 25%, fica dentro do limite máximo do aditivo que licitações do gênero preveem. O valor originalmente orçado na licitação é de R$ 8,8 milhões, fruto de emenda de bancada dos deputados do Oeste e do Paraná.

Trincheira
Um os principais ajustes feitos no projeto se refere à trincheira da laminadora. O original não previa a duplicação da BR 277. "Precisamos fazer uma obra que não venha a ser demolida assim que a duplicação for feita. Então, o que se prevê agora é uma trincheira em uma posição mais adequada tecnicamente e com as dimensões para abrigar a segunda pista de rolamento", conforme o engenheiro do Dnit.

Legenda da foto: O engenheiro do Dnit, Adriano Odilon durante reunião empresarial da Acic na noite de quinta-feira - Crédito: César Machado/Vale Press

 
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